<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7651336003723371907</id><updated>2012-02-16T11:53:34.388-08:00</updated><category term='Santa Margarida Maria Alacoque'/><category term='São Cláudio de la Colombière'/><category term='São Domingos Sávio'/><category term='Andréas Hofer'/><category term='Beato José de Anchieta'/><category term='São João Eudes'/><title type='text'>Grandes Devotos do Sagrado Coração de Jesus</title><subtitle type='html'>Estes Santos foram devotos do Sagrado Coração de Jesus. E você? Pratica essa devoção?

Descubra e efeito maravilhoso em sua vida (espiritual e material) que o Sagrado Coração de Jesus poderá produzir.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>www.asc.org.br</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7651336003723371907.post-8165919006286462781</id><published>2007-06-09T07:36:00.000-07:00</published><updated>2007-11-21T19:44:21.039-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santa Margarida Maria Alacoque'/><title type='text'>Santa Margarida Maria Alacoque</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074082848198517522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrDd3_GYxI/AAAAAAAAACk/3sgwDAiPpho/s400/santa+margarida+maria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Santa Margarida Maria Alacoque, a confidente do Coração de Jesus&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Plinio Maria Solimeo, em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?idmat=E32614F8-FACA-4A4B-4559A60AD93FF3EE&amp;amp;mes=Julho2004"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Catolicismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII, o jansenismo — espécie de protestantismo mitigado, infiltrado dentro da Igreja — causava grandes danos entre os fiéis. Destruía nas almas a noção da misericórdia de Deus e da confiança filial que devemos ter em relação ao Pai Celeste, inculcando um temor desprovido de amor, inclinando os católicos a fugir dos Sacramentos, sobretudo da Sagrada Eucaristia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu a Margarida Maria Alacoque, jovem religiosa da Ordem da Visitação, para transmitir sua &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;mensagem de misericórdia e confiança&lt;/span&gt;, expressa no Coração humano e divino do Verbo Encarnado. O culto ao Sagrado Coração de Jesus obteve a partir de então grande impulso e alastrou-se por toda a Igreja. Infelizmente, com a descristianização geral, hoje essa devoção — aliás, como tantas outras — perdeu praticamente todo o seu &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;sentido de adoração, reparação e petição&lt;/span&gt;, tão necessários nos nossos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;A família de Santa Margarida Maria Alacoque&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Margarida foi a quinta dos filhos de Cláudio Alacoque e de Felisberta Lamyn, e nasceu a 22 de julho de 1647. Foi batizada três dias depois, tendo como padrinho um primo de seu pai, o Padre Antônio Alacoque, e como madrinha a senhora Margarida de Saint-Amour, esposa do senhor de Corcheval, Cláudio de Fautrières.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viviam com Cláudio Alacoque, além da mulher e filhos, a mãe viúva, Joana Delaroche; a irmã Benedita, casada com o primo Toussaint Delaroche, e seus quatro filhos; e sua tia-avó, Benedita Meulin, mãe de Toussaint.(1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio, além de exercer o cargo de tabelião em Lhautecour, era juiz dos senhorios de Terreau, Corcheval e Pressy, e também notário ordinário de Terreau e Corcheval, o que lhe dava certa importância na vizinhança e fartura em casa. Por isso, era presença indispensável em quase todos os casamentos e batizados locais, seja na qualidade de padrinho, seja na de testemunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Preservada, desde o berço, da mancha de pecado atual&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deus queria Margarida desde o berço só para Si. “Ó meu único Amor – narra ela em sua autobiografia –, quanto vos não devo eu, por vos terdes adiantado a mim desde a mais tenra infância, tornando-vos o senhor e possuidor do meu coração, apesar de bem conhecerdes as resistências que ele vos havia de opor! Logo que tive consciência de mim, fizestes ver à minha alma a fealdade do pecado, imprimindo em meu coração tanto horror a ele, que a menor mancha me era insuportável tormento; e para me moderarem na vivacidade da minha infância, bastava dizerem-me que aquilo consistia em ofender a Deus; isto logo me continha, e me apartava do que eu queria fazer”.(2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Margarida teria uns quatro anos quando, a pedido da madrinha, foi morar com ela em seu castelo, em Beauberry. Queria a nobre dama, como era costume no tempo, cuidar da educação da afilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capela de Corcheval, aos cinco anos de idade, “sem saber o que dizia, sentia-me continuamente impelida a dizer estas palavras: ‘Meu Deus, eu Vos consagro a minha pureza e Vos faço voto de perpétua castidade’”.(3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contemplativa desde a infância e devota de Nossa Senhora&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Afirma seu primeiro biógrafo: “Desde a infância lhe ensinou o Espírito Santo o ponto capital da vida interior, comunicando-lhe o dom de oração. Seu maior prazer era passar horas inteiras em oração; quando não a encontravam em casa, iam à igreja, onde deparavam com ela imóvel diante do Santíssimo Sacramento”.(4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1654, Margarida, com oito anos, voltou para o lar paterno. Mas não para gozar por muito tempo da alegria da família reunida. Nesse ano morreu-lhe a irmãzinha Gilberta, e no seguinte o pai, aos 41 anos. Deixava a viúva com cinco filhos para cuidar (sendo que o caçula tinha apenas quatro anos), e uma situação econômica apenas equilibrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora Alacoque colocou os filhos mais velhos em colégios, e Margarida como educanda no convento das clarissas mitigadas de Charolles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo sua precoce piedade, as monjas permitiram que fizesse a Primeira Comunhão aos nove anos de idade, quando o costume na época era aos doze. Afirma ela: “Esta comunhão derramou tanto amargor em todos os meus prazeres e divertimentos, que já não podia achar gosto em nenhum, apesar de os procurar com afã”.(5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinal de predestinação é a &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;devoção a Nossa Senhora&lt;/span&gt;. E Margarida sempre a teve desde os albores da razão: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“A Santíssima Virgem teve sempre grandíssimo cuidado de mim, e a Ela é que eu recorria em todas as minhas aflições. Foi Ela que me apartou de perigos muito grandes”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de São Luís Maria Grignion de Montfort ter popularizado a devoção da Sagrada Escravidão a Nossa Senhora, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Margarida consagrou-se a Ela como escrava&lt;/span&gt;.(6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Os ossos furavam-me a pele de todos os lados”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma alma com uma vocação tão especial como a de Margarida Maria deveria seguir a trilha do sofrimento. Entretanto chegara ela aos 11 anos de idade sem praticamente ter conhecido de perto a cruz de Nosso Senhor. E Ele queria que sua filha predileta dela participasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grave doença, que alguns diziam ser reumatismo, e outros paralisia, pôs a vida de Margarida em perigo, obrigando a família a retirá-la do convento e levá-la para casa. A doença durou quase quatro anos. A menina ficou semiparalítica e tão magra, que “os ossos furavam-me a pele por todos os lados”, e não podia andar. Os médicos esgotaram toda a sua ciência sem nenhum resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolveu então consagrar-se a Nossa Senhora, prometendo-lhe que, se sarasse, seria uma de suas filhas. &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Apenas fiz o voto&lt;/span&gt; – declara Margarida – &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;fiquei logo curada da doença&lt;/span&gt;, com nova proteção da Santíssima Virgem, a qual tomou tão inteira posse do meu coração, que, olhando-me como filha sua, governava-me como coisa que lhe fora consagrada; repreendia-me por minhas faltas e ensinava-me a cumprir a vontade de Deus”.(7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sua mãe tinha-se despojado da própria autoridade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando Cláudio Alacoque era vivo, devido à importância e prestígio de que gozava, todos viviam em paz em casa sob a autoridade paterna. Mas assim que ele morreu e Toussaint Delaroche tomou a direção dos negócios, sua mulher e sua sogra também se impuseram. E com tal tirania, que se tornaram as donas absolutas da casa: “Minha mãe tinha-se despojado da própria autoridade em sua casa, para a conceder a outras pessoas. [...] Não tínhamos, pois, nenhum poder em nossa casa, nem nos atrevíamos a fazer coisa alguma sem licença. Era uma guerra contínua; e tudo estava fechado à chave, de sorte que eu muitas vezes nem sequer encontrava com que me vestir para ir à Missa, senão pedindo touca e vestido emprestados”.(8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Senhor queria dela, também nisso, uma virtude heróica: “&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nem uma queixa, nem um desabafo ou ressentimento consentia Ele em mim contra aquelas pessoas; nem que eu permitisse que outros me lastimassem ou tivessem compaixão de mim”&lt;/span&gt;.(9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Consolo de Nosso Senhor e devoção eucarística&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Margarida procurava seu consolo na oração. E o próprio Nosso Senhor quis ser seu mestre: “Mandava-me prostrar-me humildemente diante de Si, para lhe pedir perdão de tudo aquilo em que O tivesse ofendido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posta assim na presença do Senhor, Ele “tão fortemente absorvia o meu espírito, embebendo em Si a minha alma e todas as minhas potências, que não cometia distração alguma; pelo contrário, sentia o coração consumido em desejos de O amar. E daqui me nascia uma fome &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;insaciável da Sagrada Comunhão e de sofrimentos&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior possibilidade de união com Nosso Senhor, que Ele nos deixou na Terra, é a que se dá na Sagrada Comunhão, na qual recebemos verdadeiramente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo. Daí a “fome insaciável” que Margarida sentia da Sagrada Comunhão, encontrando diante do Santíssimo Sacramento todas as suas delícias. Ali sentia-se “tão absorta, que nunca me aborrecia. Ali passaria dias e noites inteiras sem comer nem beber, e sem saber o que fazia, consumindo-me em sua presença como uma tocha acesa, para pagar-lhe amor com amor”.(10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Provada nas seduções do mundo e convidada pela graça&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 1663 Margarida iria sofrer um rude golpe. Seu irmão mais velho, João, tendo acabado os estudos em Charolles, estava pronto a iniciar sua carreira de notário quando, aos 23 anos de idade, foi ceifado pela morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo irmão, Carlos Felisberto, tendo concluído igualmente os estudos, voltou para casa. Ele e a mãe conceberam então o plano de casar Margarida, já com 17 anos. A família Alacoque era bem relacionada e estimada em toda a região. E Margarida, sem ser rica, tinha o suficiente para um dote digno. Ainda que não se destacasse por especial formosura, não deixava de ter certos atrativos, sobretudo de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão que fizeram sobre a adolescente foi terrível. “Por fim, o terno amor da minha extremosa mãe começou a prevalecer. [...] Comecei então a olhar para o mundo e a adornar-me para lhe agradar, procurando divertir-me quanto podia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se ela era persistente em sua falta, Nosso Senhor era persistente em sua misericórdia: “Depois, à noite, quando tirava aquelas malditas librés de Satanás, isto é, os vãos enfeites, instrumentos da malícia dele, aparecia-me o meu soberano Senhor, como na flagelação, completamente desfigurado, fazendo-me terríveis queixas: que as minhas vaidades o tinham reduzido àquele estado; que eu perdia um tempo tão precioso, de que Ele me havia de pedir rigorosa conta à hora da morte; que o atraiçoava e perseguia, depois de Ele me ter dado tantas provas de amor e me ter mostrado todo o seu desejo de que eu me tornasse semelhante a Ele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Novos sofrimentos e ação da divina misericórdia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena era pungente. E a alma de Margarida não era insensível a tantas graças: “Tudo isto se imprimia em mim tão fundamente, e me fazia tão dolorosas feridas no coração, que eu chorava amargamente; ser-me-ia muito difícil explicar tudo quanto sofria e se passava em mim”.(11) Para compensar, entregava-se ela às mais terríveis penitências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que faleceu quase repentinamente, em 25 de setembro de 1665, Cláudio Felisberto, também na idade de 23 anos. Foi nova provação para a família. Só restavam, além de Margarida, Crisóstomo, o penúltimo, e Jaime, o caçula, que queria seguir a carreira eclesiástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narra Margarida: “Estando como engolfada num abismo de espanto, por ver que tantos defeitos e infidelidades minhas não eram capazes de O afastar de mim, deu-me o Senhor esta resposta: ‘É que me apraz fazer de ti como que um composto do meu amor e das minhas misericórdias’”.(12)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Correspondendo à graça, define sua vocação&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A intimidade com que Nosso Senhor lhe aparecia e falava é de pasmar. Ela como que vivia na presença perceptível de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, “porque era muito débil”, Nosso Senhor pediu consentimento para se assenhorear de sua liberdade. “Não pus dificuldade nenhuma em consentir; e desde então [Nosso Senhor] apoderou-se tão fortemente da minha liberdade, que nunca mais gozei dela em todo o resto da minha vida”.(13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto, é claro, é um modo de dizer, pois Deus não tira a ninguém o livre arbítrio. O que na realidade se dava é que &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nosso Senhor fortificava de tal modo a sua vontade, por meio de graças especiais, que esta já não vacilava&lt;/span&gt;. O que corresponde ao máximo grau de liberdade, que é o conformar a própria vontade livre com a soberana vontade de Deus. Livres, verdadeiramente, não são os que pecam, mas os que, podendo fazê-lo, não o fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Margarida resistiu durante três anos às pressões que lhe faziam para casar-se. Com o auxílio de um missionário que pregava missões na região, conseguiu finalmente convencer Crisóstomo e a mãe de que seu lugar era no convento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entrada no convento e novos sofrimentos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No dia 25 de agosto de 1671, festa de São Luís Rei, ela tomou o hábito de noviça: “Estando já revestida do nosso santo hábito, meu divino Mestre fez-me ver que era chegado o tempo dos nossos esponsais, que davam a Ele novo domínio sobre mim e me traziam dobrada obrigação de O amar com amor de preferência”.(14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Margarida banhava-se em lágrimas, cuja razão ninguém sabia explicar, parecia afogueada e meio fora de si; quebrava as coisas, e parecia incapaz de qualquer serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, essa via mística não era própria do convento da Visitação. Por isso, outras religiosas apontavam-lhe o comportamento como singular, e as superioras ordenavam-lhe que se conduzisse como todas as outras, sob pena de não admiti-la à profissão, o que causava grande perplexidade à noviça e era nova fonte de sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Eu te farei mais útil à Religião do que ela pensa”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mudara a superiora na Ascensão de 1672. A nova era Madre Maria Francisca de Saumaise, professa do mosteiro de Dijon, que havia sido dirigida desde seus primeiros anos pela própria Fundadora da Visitação, Santa Joana de Chantal. Havia entrado para a Visitação em Dijon aos 10 anos de idade, para ali proceder à sua educação; aos 15 anos era noviça, e no ano seguinte fez a profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela decidiu favoravelmente sobre a profissão da Irmã Margarida Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando esta transmitiu-lhe uma mensagem de Nosso Senhor, a Madre mandou-lhe que Lhe pedisse, como sinal de que era realmente Ele que falava, que a tornasse útil à comunidade pela prática de suas regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A isto – diz Margarida Maria – respondeu-me o Senhor em sua amorosa bondade: ‘Pois bem, minha filha, tudo isto te concedo; e eu te farei mais útil à Religião do que ela pensa, mas há de ser de uma maneira que até agora só eu sei; de hoje em diante acomodarei as minhas graças ao espírito da tua regra, à vontade de tuas superioras e à tua fraqueza; assim terás por suspeito tudo o que se apartar da exata observância da tua regra, que eu quero prefiras a tudo o mais”.(15)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vítima do Sagrado Coração de Jesus&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo antes dos exercícios espirituais, Nosso Senhor apareceu a Margarida Maria e lhe disse: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Eu procuro uma vítima para meu Coração, a qual queira se sacrificar como uma hóstia de imolação para o cumprimento de meus desígnios”&lt;/span&gt;. Ela se prosternou e lhe apresentou “diversas almas santas que correspondiam fielmente a seus desígnios”. Nosso Senhor lhe respondeu: “Não, eu não quero outra senão tu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Margarida protelava entretanto o pedido de permissão à Superiora: “Mas era em vão que eu lhe resistia, porque Ele não me deu repouso até que, por ordem da obediência, eu fosse imolada a tudo o que Ele desejava de mim, que era de me tornar uma vítima imolada a toda sorte de sofrimentos, de humilhações, de contradições, de dores e de desprezos, sem outra pretensão senão cumprir seus desígnios”.(16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez sua profissão no dia 6 de novembro de 1672. Como uma esposa, Margarida deveria participar agora, de um modo mais direto, dos interesses de seu divino Esposo, que a preparava para &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;a grande missão de sua vida: receber e propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Meu Coração está abrasado de amor pelos homens”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estando diante do Santíssimo Sacramento no dia 27 de dezembro de 1673, Nosso Senhor lhe disse: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Meu divino Coração está tão abrasado de amor para com os homens, e em particular para contigo, que, não podendo já conter em si as chamas de sua ardente caridade, precisa derramá-las por teu meio, e manifestar-se-lhes para os enriquecer de seus preciosos tesouros, que eu te mostro, os quais contêm a graça santificante e as graças salutares indispensáveis para os apartar do abismo da perdição; e escolhi a ti, como abismo de indignidade e ignorância, para a realização deste grande desígnio, para que tudo seja feito por mim”.&lt;/span&gt;(17)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acrescentou: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Se até agora não tomaste senão o nome de minha escrava, eu te dou o de discípula dileta do meu Coração”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Graças especiais onde houver imagem do Coração de Jesus&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É bem provável que a Segunda Grande Revelação — da qual, infelizmente, não se consignou a data — tenha ocorrido numa primeira sexta-feira do mês no ano de 1674.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Senhor lhe fez ver que “o ardente desejo que Ele tinha de ser amado pelos homens e de os retirar da via da perdição, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;onde Satanás os precipita em multidão&lt;/span&gt;, o havia feito formar esse desígnio de manifestar seu Coração aos homens. [...] &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ele queria a imagem exposta e portada sobre mim, e sobre o coração, para aí imprimir seu amor e cumular de todos os dons de que ele estava pleno, e para nele destruir todos os movimentos desregrados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;; &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;e que, em toda parte onde essa santa imagem fosse exposta para aí ser honrada, Ele aí espalharia suas graças e bênçãos; e que essa devoção era como um último esforço de seu amor, com que queria favorecer os homens nestes últimos séculos, desta redenção amorosa, para os retirar do império de Satanás”&lt;/span&gt;.(18)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Excesso a que tinha chegado em amar os homens”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A data da chamada Terceira Grande Revelação não ficou registrada. Ocorreu provavelmente em 1674, num dia em que o Santíssimo Sacramento encontrava-se exposto. Margarida entrou em êxtase e viu Nosso Senhor Jesus Cristo “todo radiante de glória com suas cinco chagas, brilhantes como cinco sóis; e a sua sagrada humanidade lançava chamas de todos os lados, mas sobretudo de seu sagrado peito, que parecia uma fornalha. [...] Abrindo-o, descobriu-me seu amantíssimo e amabilíssimo Coração, que era a fonte viva daquelas chamas. Foi então que Ele me mostrou as maravilhas inexplicáveis do seu puro amor, e o excesso a que ele tinha chegado em amar &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;os homens, de quem não recebia senão ingratidões e friezas”.(&lt;/span&gt;19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Eis o Coração que tanto amou os homens”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A mais conhecida de todas as revelações, e em certo sentido a mais importante delas, ocorreu segundo os estudiosos entre 13 e 21 de junho de 1675, dentro da Oitava da Festa do Corpo de Deus. Nosso Senhor, descobrindo-lhe o seu divino Coração, disse-lhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Eis o Coração que tanto amou os homens; que a nada se poupou até se esgotar e consumir, para lhes testemunhar o seu amor. E em reconhecimento não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelos desprezos, irreverências, sacrilégios e friezas que têm para comigo neste Sacramento de amor. Mas o que é ainda mais doloroso é que os que assim me tratam são corações que me são consagrados. Por isso te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar o meu Coração, reparando a sua honra por meio dum ato público de desagravo e comungando nesse dia para reparar as injúrias que recebeu durante o tempo que esteve exposto nos altares. E Eu te prometo que o meu Coração dilatar-se-á para derramar com abundância o influxo do seu divino amor sobre aqueles que Lhe renderem esta homenagem”.&lt;/span&gt;(20)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Grande promessa da Comunhão reparadora&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Embora fugindo à ordem cronológica da biografia de Santa Margarida Maria, parece-nos oportuno apresentar aqui a chamada Grande Promessa, revelada já no fim da vida da vidente de Paray-le-Monial: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Eu te prometo, na excessiva misericórdia de meu Coração, que seu amor todo poderoso concederá a todos aqueles que comungarem em nove primeiras sextas-feiras do mês, consecutivas, a graça da penitência final, não morrendo em minha desgraça e sem receber os sacramentos, tornando-se [meu divino Coração] seu asilo seguro no derradeiro momento”.&lt;/span&gt;(21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas graças da mais alta mística não podiam passar despercebidas, e refletiam-se no exterior de Margarida Maria, que andava como que transportada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;São Cláudio la Colombière chancela as revelações&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madre de Saumaise ficava cada vez mais confusa no julgamento que deveria fazer de Margarida Maria. Achava-a piedosa, obediente, dócil; entretanto não conseguia interpretar os fenômenos místicos que se passavam com ela. Acreditava na sua sinceridade, porém não tinha ciência teológica para julgar por si mesma o espírito que guiava Margarida. Por isso, julgou prudente fazer com que ela conversasse com alguns eclesiásticos e lhes expusesse o que com ela se passava, para ver que opinião formariam dela. E especialmente com o Padre la Colombière, recentemente nomeado diretor da casa dos jesuítas de Paray.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em sua primeira preleção às monjas, ele notou uma que o ouvia mais atentamente. A superiora informou-lhe que se tratava da Irmã Margarida Maria. “É uma alma visitada pela graça”, comentou o jesuíta. Ao mesmo tempo, uma voz interior dizia a Margarida: “Eis aquele que te envio”.(22)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os santos geralmente falam a mesma linguagem, o Padre la Colombière e a Irmã Margarida Maria logo se entenderam. Por ordem da Madre de Saumaise, “abri-lhe então, sem custo e com toda a lhaneza, o coração, e descobri-lhe o íntimo de minha alma, o bem e o mal”, relata Margarida Maria em sua autobiografia.(23)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio la Colombière representou assim a caução humana das visões de Margarida Maria. Acontecesse o que fosse — e muita perseguição e incompreensão ainda teriam lugar —, um fato irremissível estava posto: o jesuíta afamado por sua prudência e segurança de juízo estava certo da autenticidade das visões da Irmã Margarida Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nova Superiora prova Margarida Maria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madre Péronne Rosália Greyfié chegou para substituir a Madre de Saumaise, no dia 18 de junho de 1678. Ao contrário desta, de grande simplicidade e amabilidade, a Madre Greyfié era rígida e austera, e tomou o partido de fingir que ignorava tudo o que se passava com Margarida Maria, deixando-a até ser objeto de críticas da comunidade, mesmo em coisas por ela autorizadas. Entretanto, tinha-a em alta conta: “Eu notava ainda que as graças que Nosso Senhor lhe concedia serviam para aprofundá-la no baixo sentimento que tinha de si mesma, o que a fazia crer que todas as criaturas tinham o direito de a desprezar e criticar em tudo, levando-a a amar como um tesouro essas ocasiões, das quais ela teria querido somente excluir o que ofendesse a Deus, afligindo-se de ser a causa disso”.(24)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Senhor lhe disse outro dia que, como havia feito em relação a Jó, o demônio pedira para tentá-la “no cadinho das contradições e humilhações, das tentações e desamparos, como o ouro no fogo”, e que Ele tudo permitira, exceto que a tentasse contra a pureza; que Ele estaria em seu interior como fortaleza inexpugnável, resistindo por ela. “Mas era necessário vigiar continuamente sobre todo o exterior, que do interior cuidaria Ele”. Desde então o demônio não lhe dava trégua, chegando mesmo, uma vez, a lançá-la do alto de uma escada com um braseiro na mão. Mas seu Anjo da Guarda amparou-a e ela nada sofreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Não haverá quem queira padecer comigo?”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo um dia comungar, Margarida viu a sagrada Hóstia resplandecente como um sol. Em seu centro estava Nosso Senhor Jesus Cristo tendo uma coroa de espinho na mão. Colocou-a na cabeça de Margarida, dizendo: “Toma, minha filha, esta coroa em sinal da que em breve te será dada, para te assemelhares a mim”. A religiosa diz que no momento não compreendeu o significado daquilo, mas que bem depressa o soube por duas violentas pancadas que recebeu na cabeça, “de maneira que me parecia ter a cabeça rodeada de pungentíssimos espinhos, cujas picadas não acabarão senão com a minha vida”.(25)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na proximidade da Quarta-feira de Cinzas, provavelmente de 1681, Nosso Senhor apareceu-lhe depois da Sagrada Comunhão, “sob a figura de um Ecce Homo, carregando a Cruz, todo coberto de chagas e pisaduras, escorrendo o sangue por todo o corpo”. Disse-lhe: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Não haverá ninguém que tenha compaixão de mim e queira padecer comigo e tomar parte na minha dor, no lastimoso estado a que me reduzem os pecadores, sobretudo agora?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A generosa Margarida Maria prosternou-se junto aos pés divinos e ofereceu-se, em lágrimas e gemidos, para carregar a Cruz. Esta pareceu-lhe toda cheia de pontas de prego, e ela sentiu-se quase sucumbir sob seu peso. Com isso, diz ela, “&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;comecei a compreender melhor a gravidade e malícia do pecado&lt;/span&gt;, que eu detestava tanto em meu coração, e mil vezes preferia precipitar-me no inferno em vez de cometer um só pecado voluntariamente”.(26)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mensagem ao “filho primogênito de meu Coração”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A devoção ao Coração de Jesus ia fazendo seu caminho, dentro e fora dos muros da Visitação. O Sagrado Coração queria entretanto muito mais. Desejava ser adorado pelas elites, pela nobreza do país e do mundo, mas também que essa vitória viesse por intermédio do mais poderoso monarca da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, incumbiu a sua fiel serva de transmitir ao Rei da França, Luís XIV — a quem chama afetuosamente “filho primogênito de meu Sagrado Coração” — a seguinte mensagem: Queria associá-lo ao triunfo de seu Sagrado Coração, prometendo-lhe, caso fizesse o que lhe era pedido, cobri-lo de glória ainda nesta Terra, como a nenhum outro Rei, e por fim conceder-lhe a glória do Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos se o augusto destinatário tomou conhecimento da divina mensagem, nem se ela foi entregue ao confessor do Rei, Padre de La Chaise. Uma coisa, entretanto, é certa: os pedidos do Sagrado Coração de Jesus ao Rei Luís XIV jamais foram atendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não viveria muito mais, porque não sofria mais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova superiora, Madre Catarina Antonieta de Lévy-Châteaumorand, para aliviar ou para provar a Irmã Margarida, que apesar de ter somente 43 anos já estava muito enfraquecida pelas penitências e longas enfermidades, proibiu-lhe a hora de adoração noturna da quinta para a sexta-feira e todas as austeridades que ela praticava, exigindo-lhe mesmo a devolução dos instrumentos de penitência.(27)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês de junho de 1690, Margarida dizia: “Eu não viverei muito mais, porque não sofro mais”. Com efeito, esta santa, considerada uma das maiores místicas da Igreja, entregou sua bela alma a Deus no dia 17 de outubro desse mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Marguerite-Marie Alacoque, Sainte, Sa vie par elle-même, Monastère de la Visitation, Paray-le-Monial, Éditions Saint-Paul, Paris-Fribourg, 1993, Vie, p. 28, nota 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Marguerite-Marie Alacoque, Santa, Autobiografia de Santa Margarida-Maria Alacoque, 4ª Edição, Editorial A. O., Braga, 1984, p. 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Autobiografia, p. 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Abbé Croiset, Abrégé de la vie de la soeur Marguerite-Marie Alacoque, religieuse de la Visitation Sainte-Marie, de l’aquelle Dieu s’est servie pour l’établissement de la dévotion au Sacré Coeur de Jésus Christ, décédée en odeur de sainteté le 17 octobre 1690, Lion, Tip. Antoine e Horace Molin, 1691, apud Bougaud, Mons., História da Beata Margarida Maria ou origem da devoção ao Coração de Jesus, tradução de José Joaquim Nunes, Porto, Imprensa Moderna, 2a edição, 1901, p. 36.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Autobiografia, 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Id., p. 22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Id., p. 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Id., p. 8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Id., p. 9.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Id., p. 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Id., pp. 16-17.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Id., ib.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Id., p. 24.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Id., p. 38&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Id., p. 43.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Monastère de la Visitation – Paray-le-Monial, Vie et oeuvres de Sainte Marguerite-Marie, Éditions Saint-Paul, Paris-Fribourg, 1990, tomo 2, Lettres de la Sainte, Lettre CXXXIII, au R.P. Croiset, pp. 470 e ss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Autobiografia, p. 53.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Lettres de la Sainte, Lettre CXXXIII au R.P. Croiset, 3 novembre 1689, Ms. d’Avignon, pp. 477 a 479.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Autobiografia, p. 55.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Cláudio la Colombière, Notas Íntimas e Outros Escritos Espirituais, prefácio e tradução de Joaquim Abrances, S.J., Editorial A.O., Braga, 1983, pp. 150-151.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Lettres de la Sainte, Lettre LXXXVI, p. 297.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Autobiografia, p. 80; Guitton S.J., Georges, Le Bienheureux Claude la Colombière – Son milieu et son temps 1641–1682, Librairie Catholique Emmanuel Vitte, Lyon, 1943, p. 237.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Autobiografia, p. 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Vie et Oeuvres, tomo 2., Contemporaines, p. 269.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Contemporaines, pp. 266-267.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Id., p. 108.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Cf. Procès de 1715, Déposition de la soeur Marie-Lazare Dusson, apud Hamon, p. 497. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7651336003723371907-8165919006286462781?l=devotoscoracaodejesus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/feeds/8165919006286462781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7651336003723371907&amp;postID=8165919006286462781' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/8165919006286462781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/8165919006286462781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/2007/06/santa-margarida-maria-alacoque.html' title='Santa Margarida Maria Alacoque'/><author><name>www.asc.org.br</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrDd3_GYxI/AAAAAAAAACk/3sgwDAiPpho/s72-c/santa+margarida+maria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7651336003723371907.post-7863691050630601928</id><published>2007-06-09T07:22:00.000-07:00</published><updated>2007-11-21T19:46:24.498-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beato José de Anchieta'/><title type='text'>Beato José de Anchieta</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074073124392559362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/Rmq6n3_GYwI/AAAAAAAAACc/mf5pQylBsp0/s400/anchieta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Anchieta: o primeiro devoto do Coração de Jesus no Brasil nascente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(transcrito da revista &lt;a href="http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?idmat=835C5E39-3048-560B-1CAF5F514DFBEB52&amp;amp;mes=Junho1997"&gt;Catolicismo de junho de 1997&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Revmo. Pe. Hélio Abranches Viotti S.J. é um dos maiores conhecedores da vida do Bem-aventurado José de Anchieta em nossos dias. Por isso, neste quarto centenário do falecimento do Apóstolo do Brasil, Catolicismo não poderia deixar de entrevistá-lo, tendo ele nos recebido muito amavelmente no Colégio São Luís, em São Paulo, onde reside.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido na capital paulista em 1906, o Revmo. Pe. Viotti ingressou na Companhia de Jesus em 1922. Fez o secundário e o curso de Filosofia, Ciências e Letras no Colégio Anchieta de Nova Friburgo. Cursou Teologia em São Miguel, na Argentina. É doutor em Filosofia e Licenciado em Teologia. Entre seus inúmeros títulos, citamos o de capelão militar da FEB, Reitor dos Colégios São Luís e Antônio Vieira, em Salvador. É o fundador e primeiro diretor da Faculdade de Economia São Luís, titular da cadeira de História do Brasil nas Faculdades dos Jesuítas em Friburgo, São Paulo e Belo Horizonte, membro de vários institutos históricos e academias de letras. É autor de seis livros e mais de duzentos artigos em jornais e revistas do Brasil e do Exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catolicismo -- Os manuscritos originais do poema De Beata Virgine Dei Mater Maria, escrito pelo Bem-aventurado Anchieta, estão na Espanha, ou no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Viotti -- Não existe o manuscrito original. Perdeu-se. Mas cópias, sim, há várias. Uma em Roma, com os Jesuítas, que é a mais preciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo encontrei uma outra. Sabe onde? Em Santiago do Chile, no Colégio Santo Inácio! É bem antiga, e foi preparada para impressão pelo Pe. Luís de Anchieta, sobrinho-bisneto do nosso Apóstolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi parar no Chile, não se sabe. Sem dúvida alguma, foi levada por um dos missionários que foi para lá. Nós obtivemos fotocópia do manuscrito, que é precedido de uma pequena, mas preciosa biografia de Anchieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 30 foi encontrado, com descendentes da família Anchieta, na Espanha, um volume todo manuscrito com poemas de Anchieta. Estão lá o Poema Mem de Sá, o De Beata Virgine, vários sobre a Eucaristia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta era a outra grande devoção do Apóstolo do Brasil: o Santíssimo Sacramento. Ele foi educado em sua terra natal, São Cristóvão da Laguna, na Ilha de Tenerife, numa família muito cristã. Tanto seu pai quanto sua mãe eram muito piedosos, praticantes, e educaram seus filhos na religião da melhor maneira possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A devoção do Pe. Anchieta ao Santíssimo Sacramento era uma coisa excepcional&lt;/strong&gt;. Ele nunca deixava suas comunhões freqüentes e suas visitas ao Santíssimo Sacramento; nem sua Missa diária, depois de ordenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de o ser, a primeira coisa que fazia, aqui em São Paulo, era assistir à Missa diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é um dos fundadores desta cidade, a figura, digamos assim, mais saliente dentre todos os fundadores e aquela que perseverou dez anos aqui, firme, e consolidou São Paulo. E uma das penitências mais duras que passou na vida foi quando, deixado sozinho no meio dos Tamoios em Ubatuba, antiga Iperoig, ficou sem Missa. Quando o Pe. Nóbrega estava com ele, celebrava, e ele comungava sempre. Depois, teve que fazer suas Comunhões espirituais. E ele se refere numa série de poesias eucarísticas a essa fome da Sagrada Eucaristia que passou nesse tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sua ordenação, &lt;strong&gt;nunca deixava seu altar portátil&lt;/strong&gt;. Naquele tempo, nas viagens marítimas, não era permitida a celebração da Missa por causa da instabilidade dos navios. Mas quando ele viajava pela costa do Brasil, descia em cada porto, em cada lugar propício, carregando seu altar portátil, para celebrar a Missa. De modo que o Pe. Anchieta celebrou Missa em toda a costa do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de falecer recebeu os Sacramentos, inclusive, naturalmente, a Eucaristia. Foi uma morte santa, suave; santíssima, realmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catolicismo -- No livro Il Cuore di Gesu, do Pe. Enrico Agostini, uma nota ao pé da página afirma que &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;a primeira igreja no mundo consagrada ao Sagrado Coração, o foi por Anchieta, em 1585, no Espírito Santo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. V. Revma. conhece algo a respeito disto? Existiu ou existe ainda essa igreja? Há algum dado sobre a devoção de Anchieta ao Sagrado Coração de Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Viotti -- Existe em Guarapari, no Espírito Santo, uma velha igreja restaurada, que foi a igreja que ficava junto da residência, uma espécie de colégio que os jesuítas mantinham lá. A data de 1585 é a da inauguração dessa igreja, estando presente o Pe. Anchieta e sob impulso de quem foi ela construída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;No século passado chamou muito a atenção a existência de símbolos do Sagrado Coração de Jesus, dentro e na fachada desse templo religioso, no qual há um cálice com o Coração de Jesus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acontece que essa igreja foi restaurada já no século XVIII, por um famoso cônego Antonio de Siqueira Quental, antigo aluno dos jesuítas, que trabalhou inicialmente em Mariana, Minas Gerais, e depois se fixou em Guarapari, restaurando então a igreja. Nessa época, porém, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus já existia; havia sido aprovada e estava sendo disseminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos capítulos do novo livro que ultimamente publiquei -- uma coletânea de trabalhos -- contém um estudo sobre tal igreja. Também está lá o discurso que pronunciei por ocasião do centenário da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja é dedicada à Assunção de Nossa Senhora. Eu concluí que foi esse cônego Antonio de Siqueira Quental quem introduziu a imagem do Coração de Jesus quando restaurou o edifício sacro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípios deste século, um belga que esteve no Espírito Santo fazendo pesquisas, ouvindo pessoas, vendo os símbolos na capela, achou que teria sido o Pe. Anchieta que os colocara lá, desde o princípio. Em 1912, inclusive, introduziram na igreja uma imagem vinda da França, belíssima. Junto dessa imagem havia uma inscrição. Numa última reforma ela desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Anchieta era grande devoto do Coração de Jesus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ele escreveu versos sobre o Coração de Jesus: "a lança que abriu-lhe o peito...". Ele estava já se antecipando nessa devoção. Ele a tinha, mas não a inculcava publicamente porque não estava ainda aprovada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Catolicismo -- Qual teria sido o milagre aceito para a beatificação do Pe. Anchieta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Viotti -- Ele foi beatificado com outros quatro Servos de Deus, todos eles tendo trabalhado na América: Canadá, Estados Unidos e Brasil. O Pe. Anchieta e estes outros não tiveram a necessidade do reconhecimento oficial de milagres recentes, porque já havia em torno deles a fama dos milagres e uma continuidade em sua veneração e invocação por um longo período. E bastou isso para a beatificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, tinha havido aqui em São Paulo um milagre muito grande: a cura total de um câncer generalizado de um empresário que possuía fábrica em São José dos Campos, e relacionado com famílias ilustres, inclusive com o médico que cuidava do Cardeal de São Paulo. Sua família, muito piedosa, conseguiu que o doente, Sr. Dante Manacorda, fosse levado ao Páteo do Colégio onde, na torre, estava a principal relíquia de Anchieta, que é um fêmur seu. E D. Ernesto de Paula, então presente, depois das orações deu a bênção com a relíquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O doente deveria apresentar-se ao Hospital do Câncer. Levou então as radiografias tiradas depois, e não apareceu mais nada. "Então? Como é isso? Não pode ser!". Tiraram outra: nada! Ficara inteiramente curado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ocorreu há vários anos, antes da beatificação. Mas acontece que nossos postuladores não foram felizes em conseguir as provas, as radiografias, declaração de médicos, etc. Os médicos tiraram o corpo. Então, não foi possível apresentar esse milagre que era perfeito e poderia ter sido aceito já antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, por exemplo, temos um outro milagre que vai ser apresentado para a canonização. Trata-se de uma menina que nasceu sem o osso do calcanhar. Invocaram Anchieta e, dois ou três dias depois, o osso se constituiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso já faz algum tempo; portanto, o milagre não é tão recente. A pessoa agora é médica. Mas o milagre foi encaminhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catolicismo -- Como está o processo de canonização de Anchieta? Como nós, brasileiros, poderíamos contribuir para o progresso dessa causa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Viotti -- O processo está sendo levado avante com grande interesse por parte da Companhia de Jesus. O Postulador Geral das Causas dos Servos de Deus, da Companhia, Pe. Paulo Molinari, está interessadíssimo no caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse segundo milagre está sendo investigado e parece que vem causando muito boa impressão. É bem possível que seja aceito pela comissão de médicos, com os juramentos de várias pessoas -- os pais desta menina, hoje médica, estão vivos -- que já deram seu testemunho. Então teremos a canonização. Eu tenho esperança de assisti-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catolicismo -- Há algum outro aspecto pouco conhecido desse Taumaturgo que V. Revma. gostaria de ressaltar para os leitores de Catolicismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Viotti -- Bem, eu já escrevi uma biografia do Pe. Anchieta, e tive para isso a felicidade de receber uma documentação preciosíssima recolhida na Europa pelo Pe. Frota Gentil. E tive que completar tal documentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1957 fui a Roma, favorecido pelo Embaixador Macedo Soares, que tinha criado um serviço de pesquisas históricas nas capitais da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá encontrei um documento que há muito tempo procurava: um processo valiosíssimo, de 1619, na Bahia. Eu o encontrei no Arquivo Histórico do Vaticano! Primeiro procurei o Serviço da Causa dos Santos. E ali o Arcebispo mostrou que a referida documentação não estava lá. E recomendou que eu a procurasse no Vaticano, onde já me haviam dito que tal documento não existia. Mas, com a recomendação daquele Prelado, me facultaram a consulta do fichário, e eu o encontrei imediatamente! Não o original, mas a tradução latina desse processo onde dez jesuítas -- Pe. Cardim e outros importantes, provinciais, etc. -- prestam seu testemunho sobre Anchieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, diante disso minha impressão é de que não há qualquer dúvida de que Anchieta será canonizado. Inclusive o Sr. Núncio deixou aí uma indicaçãozinha de que é possível que a canonização se efetive no ano 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que Deus me dê vida até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catolicismo -- Isso nós também lhe desejamos. Muito obrigado, Pe. Viotti, por sua amabilidade e deferência para com Catolicismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7651336003723371907-7863691050630601928?l=devotoscoracaodejesus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/feeds/7863691050630601928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7651336003723371907&amp;postID=7863691050630601928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/7863691050630601928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/7863691050630601928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/2007/06/beato-jos-de-anchieta.html' title='Beato José de Anchieta'/><author><name>www.asc.org.br</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/Rmq6n3_GYwI/AAAAAAAAACc/mf5pQylBsp0/s72-c/anchieta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7651336003723371907.post-7338756501000039552</id><published>2007-06-08T08:20:00.000-07:00</published><updated>2007-11-21T19:46:55.500-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Cláudio de la Colombière'/><title type='text'>São Cláudio de la Colombière</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074088375821427490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrIfn_GYyI/AAAAAAAAACs/hdMdxmEj_Bw/s400/sao+claudio+de+la+colombiere.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;São Cláudio de la Colombière, grande Apóstolo do Sagrado Coração&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(por Afonso de Souza, em &lt;a href="http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?idmat=7153D27D-3048-560B-1CF029AF4C9DC714&amp;amp;mes=Fevereiro1999"&gt;Catolicismo&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natural de Saint-Symphorien, perto de Lyon, Cláudio de la Colombière provinha de família que já dera ilustres membros à Magistratura. De sua mãe, muito piedosa, recebeu a formação religiosa que despertaria nele a vocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de ter sido aluno do Colégio dos jesuítas de Lyon, cujos professores eram conhecidos por sua militância antijansenista (3), marcou a fundo sua espiritualidade e futuro apostolado, baseado na misericórdia e na confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noviço jesuíta, seus dotes invulgares já aos 19 anos chamaram a atenção de seu mestre, o Pe. Jean Papon, que assim o descreve ao Geral da Companhia, em relato de 1660: temperamento “suave” e aparência “delicada”, “grande talento, rara capacidade de juízo, prudência consumada, muita experiência da vida. Começou bem os estudos. Apto para qualquer coisa” (4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Religioso exímio e fidalgo consumado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ainda estudante foi escolhido para preceptor de dois filhos do poderoso ministro de Luís XIV, Colbert: Nicolau, futuro Arcebispo de Rouen, e João Batista, futuro marquês de Seignelay e Ministro da Marinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na residência de Colbert – grande mecenas da cultura – conviveu com pessoas polidas, elegantes e cultas. Tornou-se amigo de Olivier Patru, membro da Academia Francesa, considerado o homem que falava o melhor francês no Reino. Nessa convivência completou sua educação, tornando-se não apenas um perfeito religioso, mas também consumado fidalgo (5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pe. Nicolau La Pesse, editor de seus “Sermões”, em Lyon, no ano de 1684 (6) assim o descreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Espírito vivo, juízo seguro, fino e penetrante, alma nobre, jeito e graça. Distinguia-se sobretudo por sua maneira de pensar e pela elegância e precisão de expressão. Quando falava com as pessoas, sua distinção e doçura conquistavam os espíritos e os corações. A união com Deus transparecia no seu rosto e nas suas palavras. A oração era nele habitual. Como era reto e esclarecido, considerava com extrema justiça qualquer assunto que tivesse de tratar” (7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“É preciso ser santo para fazer santos”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ordenado sacerdote em 1669, o Pe. de La Colombière voltou a Lyon para lecionar no Colégio da Trindade, durante três anos. Retirou-se depois para a Casa São José, ali completando o período da probatio, ou seja, o ano de recolhimento e meditação prescrito pela regra da Companhia de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendendo de família de notários, o jovem jesuíta “sentia muito o valor dos compromissos jurídicos e especialmente dos votos feitos a Deus”. Não só naquela Casa religiosa, mas ainda durante três a quatro anos, meditou de tal modo sobre as Constituições e o espírito da Companhia de Jesus, que fez o voto de “observar as Constituições, as regras comuns, as regras da modéstia e as da vida Sacerdotal” (8) o mais perfeitamente possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esse o meio que escolheu para santificar-se. Nesse sentido, lê-se em uma das deliberações que tomou durante a probatio: “Não importa o preço: é preciso que Deus esteja contente. É verdade que é preciso ser santo para fazer santos, e meus defeitos muito consideráveis me fazem conhecer quanto estou distante da santidade; mas, meu Deus, fazei-me santo, e não poupai nada para me fazer bom. Quero sê-lo, não importa o que me custar” (9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Encontro de dois Santos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas qualidades espirituais e intelectuais, o Pe. Cláudio estava já preparado para a grande missão de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo sido transferido o Pe. Pierre Papon, superior dos jesuítas de Paray-le-Monial, o Pe. de la Colombière foi designado para substituí-lo no cargo. Isso mostra o alto conceito em que era tido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia no Convento das Visitandinas daquela cidade uma jovem religiosa, simples, de pouca cultura, que parecia estar sendo favorecida por graças extraordinárias e necessitava de uma direção segura. Sua Superiora, Madre de Saumaise, apesar de reconhecida virtude e discernimento, não se sentia segura para julgar questão tão delicada. Recorrera, para isso, às notabilidades locais. Estas foram unânimes em julgar que se tratava de ilusões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa Madre, no entanto, hesitava: a Irmã Margarida Maria (1647-1690) era sensata, humilde, obediente e não parecia ter nada de visionária nem querer se valorizar por essas experiências místicas. Portanto, era preciso que elas fossem julgadas por alguém com santidade, vasta cultura e profundo saber teológico, e com renome de grande prudência e juízo seguro. A quem recorrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi durante esse impasse que o Pe. Cláudio chegou a Paray-le-Monial e conheceu a vidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A chancela do renomado jesuíta à nova devoção&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em sua primeira preleção às monjas, o Pe. Cláudio notou uma que o ouvia mais atentamente. A superiora informou-o que se tratava da Irmã Margarida Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “É uma alma visitada pela graça”, comentou o jesuíta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, uma voz interior dizia à mencionada freira: “Eis aquele que te envio” (10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os santos geralmente falam a mesma linguagem, o Pe. de la Colombière e a Irmã Margarida Maria logo se entenderam. Ele interpretou a experiência mística da religiosa e estimulou-a vivamente a seguir as inspirações do Espírito que a dirigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, contra a generalidade das opiniões, empenhou seu juízo de aprovação de maneira serena e firme. A Superiora poderia ficar tranqüila; aquilo vinha de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Cláudio de la Colombière representou assim a caução humana das visões de Santa Margarida Maria. Acontecesse o que fosse – e muita perseguição e incompreensão ainda teriam lugar –, um fato irremissível estava posto: o jesuíta afamado por sua prudência e segurança de juízo estava certo da autenticidade das visões da Irmã Margarida Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos 20 meses em que o Pe. Cláudio foi Superior da residência jesuíta em Paray-le-Monial, fundou associações de piedade, pregou missões e dirigiu numerosas almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a grande importância de seu apostolado consistiu no apoio inestimável que prestou a Santa Margarida Maria: uma nova luz – a devoção ao Sagrado Coração – iria encher os espaços da Igreja sob o bafejo de Papas e Santos. Coube ao Pe. de la Colombière, naquele momento, a missão de proteger o seu tímido bruxuleio inicial contra as várias tempestades. E ele foi fiel ao encargo recebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apostolado fecundo: ódio dos hereges e prisão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entrementes, outro campo ainda maior de apostolado reclamava o zelo prudente do Padre de la Colombière: a Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Duque de York, herdeiro do trono e futuro Jaime II, casara-se com a Princesa italiana Maria Beatriz d’Este, filha do Duque de Módena, encantadora, séria, piedosa e de grande inteligência. O Pe. Cláudio foi escolhido para a difícil tarefa de ser seu confessor e o pregador de sua capela. Deveria viver em meio a uma população cheia de prevenções anticatólicas; ter hábitos de Corte, sem se deixar mundanizar; saber agradar com naturalidade, mas ser firme nos princípios. Poderia fazer um grande bem, porém haveria sempre o risco de comprometer os interesses católicos de forma gravíssima, se fosse inábil ou imprudente. Tal missão pressupunha não apenas uma virtude sólida, mas também destreza, tato e experiência da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfeito filho da obediência, o Pe. Cláudio deixou Paray-le-Monial rumo a Londres, em agosto de 1676.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capital inglesa, não se limitou a ser o pregador e diretor de consciência da Duquesa de York. Seus densos e piedosos sermões na capela do palácio atraíam muita gente. Visitava doentes e converteu muitas pessoas. Resgatou da apostasia dezenas de Sacerdotes. Sempre que possível, inculcava a devoção ao Sagrado Coração, que recebera de Santa Margarida Maria, e ao Escapulário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ódio anti-religioso contra ele aumentou. Para destruir as perspectivas favoráveis que a Religião Católica encontrava na Inglaterra neste final de século XVII, foi desencadeada uma das mais terríveis campanhas de calúnias da História, misto de estrondo publicitário, denúncias no Parlamento, medidas judiciais e pressões sobre a Corte e o Rei. Embora baseada na mentira, a febricitação criada convulsionou o Parlamento e a opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Cláudio, acusado injustamente de um suposto complô contra o Rei, o “Oates Plot”, foi lançado nos calabouços infectos e gelados do King’s Bench, onde as péssimas condições agravaram sua tuberculose incipiente. Em dezembro de 1678, banido da Inglaterra voltou para a França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Às portas da morte, zelo não arrefece&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Padre de la Colombière viveu ainda alguns meses, sempre muito doente. Foi-lhe dado um ofício pouco cansativo – diretor espiritual dos seminaristas em Lyon –, tendo durante essa fase exercido benéfica influência sobre o futuro Pe. de Galliffet, o qual se transformou num dos maiores apóstolos da devoção ao Sagrado Coração no século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Cláudio faleceu em Paray-le-Monial no dia 15 de fevereiro de 1681, celebrizando-se como o Santo da confiança e o pregador da misericórdia do Sagrado Coração. Beatificado por Pio XI em 1929, foi canonizado por João Paulo II em 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Vie et Oeuvres de Sainte Marguerite-Marie, Éditions Saint Paul, Paris, 1991, t. 2, pp. 451 e 452, apud Péricles Capanema Ferreira e Melo, O Estandarte da Vitória - A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e as necessidades de nossa época, Artpress Indústria Gráfica e Editora, São Paulo, 1998, p. 46.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Sermon pour la fête du Scapullaire, Oeuvres, Lyon, 1702, T. III, apud John Mathias Haffert, Maria na sua Promessa do Escapulário, Edições Carmelo, Aveiro, 1967, p. 93.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - O Jansenismo, heresia que constituiu uma corrente semi-protestante no interior da Igreja, era de um rigorismo hirto e despropositado. Foi condenado por diversos Papas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Pe. Georges Guitton, S.J., Le bienheureux Claude La Colombière - son milieu et son temps, Librairie Catholique Emmanuel Vitte, Paris, 1943, p. 56, apud Péricles Capanema Ferreira de Melo, op. cit. P. 45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Cfr. Péricles Capanema Ferreira e Melo, op. cit. p. 47.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - in Santos de Cada Dia, Pe. José Leite, S.J., Editorial A.O., Braga, 1993, 3a. edição, vol. I, p. 226.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Cfr. Péricles Capanema Ferreira e Melo op. cit. p. 47.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - in Santos de Cada Dia, op. cit., p. 226.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Jean Guitton, op.cit. pp. 165, 169, apud Péricles Capanema, Op. Cit., p. 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - Idem Guitton, op. cit., p. 239, apud Péricles Capanema, op. cit., p. 51.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7651336003723371907-7338756501000039552?l=devotoscoracaodejesus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/feeds/7338756501000039552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7651336003723371907&amp;postID=7338756501000039552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/7338756501000039552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/7338756501000039552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/2007/06/so-cludio-de-la-colombire.html' title='São Cláudio de la Colombière'/><author><name>www.asc.org.br</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrIfn_GYyI/AAAAAAAAACs/hdMdxmEj_Bw/s72-c/sao+claudio+de+la+colombiere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7651336003723371907.post-6827847172512433021</id><published>2007-06-07T08:26:00.000-07:00</published><updated>2007-11-21T19:43:15.773-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São João Eudes'/><title type='text'>São João Eudes</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075573236209967954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RnAO93_GY1I/AAAAAAAAADE/hBSXSOPDXaU/s320/sao+joao+eudes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;São João Eudes e o início do culto público ao Sagrado Coração de Jesus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com São João Eudes (1601-1680), podemos dizer que a devoção ao Sagrado Coração como que atingiu a maioridade. Com efeito, graças à sua ação, esta devoção deixou de ser exclusivamente privada e se tornou pública e oficial. Com ele se instituiu o culto litúrgico ao &lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;Sagrado Coração&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sua missão foi mais do que a de simples precursor de Paray-le-Monial. São Pio X chama-o “pai, doutor apóstolo” da devoção ao &lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;Sagrado Coração de Jesus &lt;/a&gt;e de Maria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enérgico adversário do Jansenismo na França, São João Eudes estudou com os padres da Companhia de Jesus em Caen, ingressando depois no Oratório de Jesus e de Maria Imaculada. Ali tomou contacto com a espiritualidade do Cardeal de Bérulle (1575-1629), cuja nota tônica, colocada na contemplação do Verbo Encarnado, nisto muito se assemelha à do fundador dos jesuítas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa espiritualidade tem como base a comtemplação da vida interior do Salvador e a consideração dos mais variados estados de sua alma. É muito rica, pois tais estados são variadíssimos, como a mutação das águas do oceano: ora são amenas, ora majestosas, ora fustigam os rochedos, ora são acolhedoras e acessíveis a todos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A partir de fins da Idade Média a reflexão piedosa sobre a Humanidade Santíssima de Cristo cresceu muito, a ponto de se tornar uma forma usual de devoção. O Cardeal de Bérulle foi dos mais destacados expoentes desse movimento geral da piedade católica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segundo essa corrente – comumente chamada Escola Francesa – o devoto, ao considerar o interior divino, procura ser dócil aos movimentos que essa contemplação desperta em si. É o culto à vida interior de Cristo. Considera Sua adoração ao Padre Eterno, Sua abnegação e espírito de sacrifício, Seu amor e devotamento pelos homens. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A devoção ao &lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;Sagrado Coração &lt;/a&gt;está aí muito presente, pois, na literatura ascética do século XVII, “ Coração de Jesus” e “vida interior de Jesus” são expressões usadas indistintamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;São João Eudes assimilou também nesta escola uma especial devoção a Nossa Senhora, que se refletirá em toda sua atividade de escritor, fundador e missionário. Também faz parte da Escola Francesa a contemplação simultânea dos estados de alma de Jesus e Maria. Disso é um exemplo magnífico e conhecida oração Ó Jesus, que viveis em Maria, cuja íntegra é a seguinte:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;“Ó Jesus, que viveis em Maria, vinde e vivei no vosso servo, com o espírito de vossa santidade, com a plenitude de vossa virtude, com a perfeição das vossas vias, com a comunicação das vossas graças; dominai sobre os poderes infernais, com o vosso espírito, para a glória do Pai”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seguindo o espírito da Escola Francesa, São João Eudes dirá que Maria é o paraíso de Jesus, que Maria está em Jesus, e que ela participou, em sintonia perfeita, dos vários estados da alma do Divino Salvador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ainda sob o influxo da Escola Francesa, este Santo aprendera a honrar, na Paixão, primordialmente as angústias e as aflições da alma de Nosso Senhor. Esta prática conduz os fiéis, ao contemplar a Paixão, a se deterem especialmente nos tormentos morais do Jardim das Oliveiras. Tais idéias serão o ponto de partida do ensinamento e do apostolado Santo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa doutrina – muito elevada e muito própria a santificar – era, entretanto, apresentada pelo Cardeal de Bérulle e por sua escola em termos não facilmente acessíveis ao comum dos fiéis. Premido pelas necessidades de sua atividade missionária, São João Eudes, em suas pregações, a adaptará e a colocará ao alcance do povo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este Santo fundou duas congregações: uma masculina, a Congregação de Jesus e Maria, destinada à pregação de missões paroquiais e à direção de seminários, e outra feminina, a Ordem de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, para a regeneração das mulheres decaídas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 1648 São João Eudes conseguiu a aprovação de um Ofício e uma Missa do Coração de Maria, por ele compostos. Anos mais tarde, em 1672, obteve o mesmo para um Ofício e uma Missa próprios do &lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;Sagrado Coração de Jesus&lt;/a&gt;, igualmente compostos por ele, celebrados a partir de 20 de outubro daquele ano em várias dioceses da França. Por esta sua atividade, a Igreja o chama “autor do culto litúrgico dos Corações Sagrados de Jesus e Maria”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo ano, São João Eudes começou a pregar com freqüência a devoção ao &lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;Sagrado Coração de Jesus&lt;/a&gt;. A referida festa, celebrada nos seminários dirigidos pela Congregação fundada por ele, pouco a pouco transpôs seus muros e se difundiu pela França inteira.Quase todas as igrejas e comunidades religiosas que haviam adotado a festa do Coração de Maria adotaram também o Coração de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É interessante lembrar que, em 20 de outubro de 1674, a Princesa Francisca da Lorena, abadessa das beneditinas de São Pedro de Montmartre, fez celebrar solenemente o Ofício e a Festa do Sagrado Coração de Jesus na capela de seu mosteiro, em presença de uma parte da corte de Luís XIV. Era o ofício composto pelo Santo. No século XIX, nessa mesma colina de Montmartre, seria erguida uma monumental basílica, que se tornaria um dos símbolos da devoção ao Sagrado Coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São João Eudes foi missionário a vida inteira. Começará pregando a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Só no fim da vida passou a colocar ênfase no Sagrado Coração de Jesus. Mas, para o santo francês, as duas devoções têm uma sintonia completa. Ele popularizou, aliás a expressão “o &lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;Sagrado Coração de Jesus&lt;/a&gt; e Maria”, para mostrar a perfeita consonância de vontade, afetos, aspirações, vias e pensamentos entre a Mãe e o Filho. Os dois corações pulsavam em uníssono.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para São João Eudes, o coração significa especialmente o interior, a vida íntima, os estados de alma. Esta característica ficará na devoção ao &lt;a href="http://www.asc.org.br/"&gt;Sagrado Coração de Jesus &lt;/a&gt;nos Tempos Modernos, que busca seu alimento sobretudo na contemplação reparadora das dores morais – menosprezos, ultrajes, esquecimentos – que o Divino Mestre e sua Igreja sofrem da parte dos homens ingratos e endurecidos pelo pecado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Fonte: "&lt;a href="http://www.livrariapetrus.com.br/e-commerce/productdetails.asp?ProductID=1564"&gt;O Estandarte da Vitória&lt;/a&gt;", Péricles Capanema Ferreira e Melo)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7651336003723371907-6827847172512433021?l=devotoscoracaodejesus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/feeds/6827847172512433021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7651336003723371907&amp;postID=6827847172512433021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/6827847172512433021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/6827847172512433021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/2007/06/so-joo-eudes.html' title='São João Eudes'/><author><name>www.asc.org.br</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RnAO93_GY1I/AAAAAAAAADE/hBSXSOPDXaU/s72-c/sao+joao+eudes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7651336003723371907.post-657151536716179156</id><published>2007-06-04T08:51:00.000-07:00</published><updated>2007-11-21T19:47:29.604-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Domingos Sávio'/><title type='text'>São Domingos Sávio</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrOQX_GY0I/AAAAAAAAAC8/HMaVaRmFRzw/s1600-h/sao+domingos+savio.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074094710898189122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrOQX_GY0I/AAAAAAAAAC8/HMaVaRmFRzw/s400/sao+domingos+savio.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;São Domingos Sávio: o mais jovem santo não mártir da Igreja &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(por Plinio Solimeo, em &lt;a href="http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/A2A34339-B13F-E3DB-314B9FB5EE66C889/mes/Mar%C3%A7o2005"&gt;Catolicismo&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e mais abalizado biógrafo de São Domingos Sávio foi seu diretor espiritual e mestre, o grande São João Bosco. Dele extraímos os dados para este artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de Carlos Sávio e Brígida Agagliate, Domingos Sávio nasceu em Riva, vila de Castelnuovo de Asti, em 2 de abril de 1842.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequeno foi dotado “de uma índole doce e de um coração formado para a piedade, aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, que rezava já quando tinha apenas quatro anos de idade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, durante um almoço em sua casa oferecido a um visitante, não tendo este rezado antes de começar a comer, Domingos pegou seu prato e retirou-se a um canto. Seu pai perguntou-lhe depois por que fizera isso. Ele respondeu: “Não me atrevo a pôr-me à mesa com uma pessoa que começa a comer como o fazem os bichos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha cinco anos, ia à igreja com sua mãe; sua atitude devota chamava a atenção de todos. Se o templo estava ainda fechado, ajoelhava-se junto à porta, e aí ficava orando até que fosse aberto, não lhe importando se chovia ou nevava, se fazia calor ou frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa idade, aprendeu a ajudar a Missa, o que fazia com muita devoção, apesar da dificuldade que tinha para transportar o enorme missal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Seu programa de vida: “Antes morrer que pecar”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado o tempo de aprender as primeiras letras, “como estava dotado de muito engenho, e era muito diligente no cumprimento de seus deveres, fez em breve tempo notáveis progressos nos estudos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evitava todos os meninos arruaceiros e só estabelecia amizade com os de boa conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos confessava-se freqüentemente. Tão logo soube distinguir entre “o pão celestial e o terreno”, foi admitido à Primeira Comunhão, aos sete anos, quando na época a idade mínima para tal era 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se perceber a maturidade do menino nos propósitos que deixou registrados nesse dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Propósitos que eu, Domingos Sávio, me propus no ano de 1849, quando fiz a Primeira Comunhão, aos 7 anos de idade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Confessar-me-ei muito amiúde e receberei a Sagrada Comunhão sempre que o confessor me permita;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Quero santificar os dias de festa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Meus amigos serão Jesus e Maria;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Antes morrer que pecar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último propósito, feito por um menino de tão tenra idade, mostra a que ponto haviam chegado sua precoce maturidade e sua virtude. Tornou-se ele seu programa de vida. Quantos meninos de 7 anos, hoje em dia, teriam semelhante propósito, sobretudo depois de terem sido massacrados por aulas da chamada “educação sexual”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Calado, sofre injustiça por amor de Deus&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Terminado o primário em Mondonio, para onde se havia mudado, Domingos tinha que ir até Castelnuovo duas vezes por dia, ida e volta, o que representava uma caminhada de quase 20 quilômetros diários. Para um menino de 10 anos, e franzino de compleição, era um esforço grande. Mas, movido pelo desejo de estudar para abraçar o sacerdócio, fazia alegremente o sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos, por sua inteligência e aplicação, obteve sempre o primeiro lugar na classe, além de outras distinções por seu bom comportamento e pelo cumprimento dos deveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Determinado dia, alguns colegas seus encheram de pedras a estufa da classe. Era uma grave falta de disciplina, que merecia como penalidade a expulsão dos infratores. Estes, porém, acusaram Domingos Sávio de ter sido o autor do ato. O mestre, um sacerdote, embora duvidando, teve que ceder ante as evidências que lhe apresentavam. Chamou Domingos, mandou-o ajoelhar-se na frente da classe, e diante de todos os seus colegas passou-lhe um pito, dizendo que só não o expulsava por ter sido sua primeira falta. Domingos abaixou a cabeça e nada disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, descobriu-se a verdade. O sacerdote chamou então Domingos e perguntou-lhe por que não se havia justificado. Ele disse que queria imitar Nosso Senhor, que foi acusado injustamente e não se defendeu. Além do mais, sabia que sua defesa poderia ter causado a expulsão de outros alunos. Como seria sua primeira falta, sabia que seria perdoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Domingos Sávio: outro São Luís Gonzaga&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1854, Dom Bosco foi procurado por D. Cugliero, professor de Domingos, “para falar-me de um seu aluno, digno de particular atenção por seu engenho e piedade: — ‘Aqui nesta casa (o Oratório de Dom Bosco) é possível que tenhas jovens que o igualem, mas dificilmente haverá quem o supere em talento e virtude. Observa-o, e verás que é um São Luís’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa ocasião Dom Bosco tomou conhecimento da existência de Domingos Sávio, que contava 12 anos. Ele assim o descreve: “Era Domingos algo débil e delicado de compleição, de aspecto grave e ao mesmo tempo doce, com um não sei quê de agradável seriedade. Era afável e de aprazível condição, de humor sempre igual. Guardava constantemente na classe e fora dela, na igreja e em todas partes, tal compostura, que o mestre sentia a mais agradável impressão somente com o vê-lo e falar-lhe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecendo melhor o novo discípulo ao longo dos anos, afirmou ainda sobre ele Dom Bosco: “Todas as virtudes que vimos brotar e crescer nele, nas diversas etapas de sua vida, aumentaram sempre maravilhosamente e cresceram juntas, sem que uma o fizesse em detrimento de outra”. Era impressionante ver a seriedade com que cumpria com os menores deveres. “No ordinário, começou a fazer-se extraordinário. [...] Aqui teve começo aquela vida exemplaríssima, aquele contínuo progresso de virtude em virtude, e aquela exatidão no cumprimento de seus deveres, que dificilmente se pode avantajar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Declaração de guerra: morte ao pecado mortal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A devoção do pequeno Domingos para com Nossa Senhora era extrema. No dia 8 de dezembro de 1854, ano da proclamação do dogma da Imaculada Conceição pelo Bem-aventurado Papa Pio IX, ante o altar da Virgem, ele renovou seus propósitos da Primeira Comunhão e fez esta oração: “Maria, eu vos dou meu coração; fazei com que seja vosso. Jesus e Maria, sede sempre meus amigos; mas, por vosso amor, fazei com que eu morra mil vezes antes que tenha a desgraça de cometer um só pecado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse horror ao pecado era muito vivo em Domingos, que costumava dizer: “Quero declarar guerra de morte ao pecado mortal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era só ao pecado mortal. Dizia: “Quero pedir muito, muito, à Santíssima Virgem e ao Senhor que me mandem antes a morte que deixar-me cair em um pecado venial contra a modéstia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não se obtém sem uma pureza angélica. Essa virtude terá sido obtida à custa de muita oração e vigilância? Ou, conforme declarou São João Rua, seu condiscípulo no Oratório, no processo de beatificação: “Tenho a convicção de que Domingos, por singular privilégio, não estava sujeito a tentações contra a castidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desejo intensíssimo de santidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis meses após a entrada de Domingos Sávio no Oratório, Dom Bosco fez aos alunos uma preleção sobre o dever que todos têm de serem santos, e a facilidade que há nisso, caso se busque em todas as coisas a vontade de Deus com toda simplicidade. Isso inflamou beneficamente Domingos Sávio, que foi procurá-lo e disse: “Quero dizer-vos que sinto um desejo e uma necessidade de fazer-me santo. Nunca teria imaginado que alguém pode chegar a ser santo com tanta facilidade; mas agora que vi que alguém pode muito bem chegar a ser santo estando sempre alegre, quero absolutamente e tenho absoluta necessidade de ser santo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procedendo como experimentado diretor espiritual, Dom Bosco relata: “A primeira coisa que lhe aconselhei, para chegar a ser santo, foi que trabalhasse em ganhar almas para Deus, pois não há coisa mais santa nesta vida do que cooperar com Deus na salvação das almas, pelas quais Jesus Cristo derramou até a última gota de seu preciosíssimo sangue”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos transformou esse conselho em programa de vida, tornou-se um batalhador. “Não deixava passar ocasião de dar bons conselhos e avisar a quem dissesse ou fizesse coisa contrária à santa lei de Deus”. Exclamava: “Quão feliz seria se pudesse ganhar para Deus todos os meus companheiros!”. Dizia também que gostaria muito de reunir as crianças para ensinar-lhes o catecismo. Tinha presente quantas crianças, ao chegar à idade da razão, corrompem-se moralmente e perdem suas almas. A esse propósito, observou: “Quantos pobres meninos se condenam talvez eternamente por não haver quem os instrua na fé!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Zelo pela conversão da Inglaterra &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu zelo ia muito além. Não se restringia à sua vida espiritual, seus horizontes eram largos. Várias vezes disse a D. Bosco: “Quantas almas esperam nossos auxílios na Inglaterra! Oh! Se eu tivesse forças e virtude, quisera ir agora mesmo, e com sermões e bom exemplo, convertê-las todas a Deus”. Ele teve mesmo uma visão a esse respeito, e pediu que Dom Bosco a comunicasse ao Papa, quando fosse a Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma São João Rua: “Era verdadeiramente admirável que em um jovenzinho de sua idade reinasse tanto zelo pela glória de Deus, até o ponto de sentir horror e mesmo sofrer fisicamente quando ouvia alguém blasfemar, ou via de qualquer modo ofender-se a majestade de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro condiscípulo mostra seu amor combativo pela fé, contra as heresias: “Naqueles tempos, mais de uma vez encontrei emissários protestantes vindos expressamente ao Oratório para semear seus erros. E um dos mais solícitos para impedi-los nessa ação era o jovenzinho Domingos Sávio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;“Sua oração predileta – afirma Dom Bosco – era a coroa ao Sagrado Coração de Jesus para reparar as injúrias que recebe dos hereges, infiéis e maus cristãos”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, muita coisa poder-se-ia ainda dizer sobre São Domingos Sávio, que ultrapassaria os limites deste artigo. Ele faleceu santamente no dia 9 de março de 1857 aos 15 anos de idade. E Dom Bosco tinha tanta certeza de sua santidade e futura canonização, que, num epitáfio que lhe escreveu, diz: “[...] Os que, havendo experimentado os efeitos de sua celestial proteção, gratos e ansiosos, esperam a palavra do oráculo infalível de nossa Santa Mãe a Igreja”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7651336003723371907-657151536716179156?l=devotoscoracaodejesus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/feeds/657151536716179156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7651336003723371907&amp;postID=657151536716179156' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/657151536716179156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/657151536716179156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/2007/06/so-domingos-svio.html' title='São Domingos Sávio'/><author><name>www.asc.org.br</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrOQX_GY0I/AAAAAAAAAC8/HMaVaRmFRzw/s72-c/sao+domingos+savio.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7651336003723371907.post-7329007762060830454</id><published>2007-06-02T08:41:00.000-07:00</published><updated>2007-11-21T19:48:08.014-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andréas Hofer'/><title type='text'>Andréas Hofer</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrLp3_GYzI/AAAAAAAAAC0/kwbVKvA2bSE/s1600-h/AndreasHofer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074091850449969970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrLp3_GYzI/AAAAAAAAAC0/kwbVKvA2bSE/s400/AndreasHofer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Andreas Hofer, Líder contra-revolucionário do Tirol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(por José Maria dos Santos, em &lt;a href="http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=7DA47D7B-3048-560B-1CA0C1298EF05CF8&amp;amp;mes=Janeiro2006"&gt;Catolicismo&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tirol, essa pitoresca província austríaca no centro da cadeia dos Alpes, no início do século XIX limitava-se a oeste com a Suíça e o Vorarlberg austríaco; ao norte, com a Baviera; e ao sul, com a Itália. Região montanhosa — dezenas de seus picos se elevam a mais de três mil metros de altitude — suas comunicações se faziam pelos vales, principalmente os dos rios Inn e Adige. Constituía uma província do Sacro Império Romano Alemão.(1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua altitude, a neve cobria o Tirol durante seis meses. Sendo suas vilas distantes umas das outras, era normal que os entroncamentos das estradas fossem salpicados de albergues, não só onde os viajantes pudessem passar a noite, mas que servissem também de ponto de encontro para o povinho em busca de notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi num desses albergues, o de Sandhof, que nasceu Andreas Nikolaus Hofer à meia-noite do dia 22 de novembro de 1767. Seu pai, Josef Hofer, atingira já os quarenta e três anos, e sua mãe, Maria Hofer, tinha pouco menos e já havia dado à luz três meninas. Ela morreria apenas três anos depois. Josef contrairá segundas núpcias, mas morrerá em 1774, deixando Andreas, com apenas sete anos de idade, duplamente órfão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino foi criado pela irmã mais velha e o cunhado, que tomaram a direção do albergue que desde o século XVII pertencia à família. Formado no cadinho das tribulações, Andreas habituou-se a resolver por si só seus problemas, o que lhe deu uma precoce maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa região extremamente religiosa, Andreas aprendeu em casa e na igreja os fundamentos da Religião católica; uma fé viva e profunda piedade marcarão seu futuro. Na escola comunal, instituída pela imperatriz Maria Teresa anos antes, ele aprendeu a ler, escrever e contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O “General Barbone”, presença marcante no Tirol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas entrado na adolescência, Andreas deixou o lar para ir ao extremo sul do Tirol trabalhar com alberguistas e comerciantes de vinho. Nessa área italiana da província, aprendeu com facilidade a língua local, falando-a fluentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 20 anos de idade, voltou para Sandhof e tomou a direção do albergue familiar; a irmã e cunhado instalaram-se em outra província.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem e esforçado alberguista, para liquidar as dívidas pendentes do estabelecimento, resolveu acrescentar a ele o comércio de vinho, licores e cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, em 21 de julho de 1789, com 21 anos de idade, Andreas contraiu matrimônio com Anna Ladurner. Nascerão dessa união seis meninas (das quais duas morrerão cedo) e um menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreas era então, por sua maturidade e determinação, um homem feito. Seu porte era mediano, largo de espáduas, de uma força física admirável. Tinha o rosto arredondado, pequenos olhos castanhos e cabelos pretos. Mas o que destacava mais sua presença era uma abundante e prestigiosa barba negra, que mais tarde fará com que o chamem de “General Barbone”. Andreas era jovial, afável, sempre contente, e se comprazia em conversar. Em breve ele se tornou uma das figuras mais populares no sul do Tirol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Reação católica contra despotismo revolucionário de José II&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Imperador José II, imbuído das idéias revolucionárias da época, sancionou várias leis de caráter igualitário e totalitário, as quais visavam nivelar as autoridades locais segundo um modelo administrativo uniforme, com funcionários diretamente ligados a Viena. Isso era muito mal-visto pelo conservador Tirol. Mas foram sobretudo suas medidas em relação à Igreja católica que mais violentamente repercutiram na região. O monarca dissolveu conventos das ordens contemplativas, instituiu um seminário único em Innsbruck, capital do Tirol, dotado de professores adeptos das idéias novas, e chegou a suspender as peregrinações e as procissões seculares, até decretar quantas velas se podiam acender nas igrejas, quais preces públicas estavam autorizadas e quantas badaladas podiam dar os sinos paroquiais durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tiroleses eram profundamente católicos. Em toda parte erigiam oratórios e calvários. Passando diante deles, o viandante persignava-se. Se estava com tempo, ajoelhava-se e rezava o terço. Encontrando um conhecido, saudava-o com o tradicional “Grüs Gott” (Deus vos abençoe). Aos domingos toda a aldeia assistia devotamente, de joelhos, ao santo Sacrifício da Missa. E à tarde, participava das Vésperas ou de alguma procissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso explica a reação generalizada da província contra as reformas do Imperador José II: “O Tirol entrou em resistência aberta. As práticas piedosas proibidas foram mantidas, a despeito da lei. Os editos imperiais afixados nos povoados foram arrancados. No púlpito os padres tronavam contra o Imperador, invocando a cólera do Céu sobre ele”.(2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é pois de se admirar que também, quando as tropas revolucionárias francesas invadiram a Áustria, os tiroleses considerassem Napoleão como o Anticristo, por ter prendido o Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tirol, profundamente vinculado à Casa d´Áustria&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em agosto de 1805, na guerra da coalizão contra a França, o Arquiduque João, de 23 anos, foi nomeado comandante-em-chefe das forças imperiais na região dos Alpes. A estima entre o príncipe e o povo tirolês foi recíproca, e deveria durar até mesmo na derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de novembro desse mesmo ano, massacrando uma guarnição tirolesa em Scharnitz, o general napoleônico Ney penetrou em Innsbruck. No fim desse mês, os franceses foram substituídos pelos bávaros. E no dia 26 de dezembro desse ano a Áustria assinava a paz. No acordo estabelecido nessa ocasião, o Tirol ficaria pertencendo à Baviera, se bem que “com os mesmos títulos, direitos e prerrogativas que ele possuía sob Sua Majestade, o Imperador da Áustria ou os príncipes de sua Casa, e não de outro modo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de serem vizinhos, de terem uma língua comum e a mesma Religião, tiroleses e bávaros não se estimavam. Imbuído dos princípios da Revolução Francesa e pertencendo à franco-maçonaria, o rei bávaro, Maximiliano José, aderira plenamente às idéias liberais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo prometido salvaguardar integralmente o direito de propriedade e das pessoas, o monarca bávaro não era bem visto pelos tiroleses, que o julgavam um anticlerical, e sobretudo porque um vínculo muito profundo os ligava à Casa d’Áustria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todos acorrem para lutar por Deus, pelo Imperador, pelo Tirol&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De 1806 a 1808 o governo bávaro, imbuído das idéias do livre-pensamento do século XVII, procurou aplicar no Tirol uma política religiosa que feria os sentimentos, os costumes e as aspirações da população. Foram proibidas a Missa do Galo, as cerimônias religiosas noturnas, a bênção do Santíssimo depois da Missa cantada; foram interditadas as rogações, as novenas, a Via Sacra, as procissões, as peregrinações, etc. De acordo com o pensamento unânime dos historiadores, essa foi a causa principal da insurreição de 1809.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma reunião clandestina, no fim do ano de 1807, os tiroleses comprometeram-se a fazer tudo para salvar o catolicismo no Tirol. Entre os presentes estava Andreas Hofer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recrutamento de soldados para engrossar o exército bávaro também foi outra medida mal-recebida, tanto mais que tal medida visava o combate à antiga pátria, a Áustria. Os conscritos fugiam para as montanhas e não se apresentavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou então a insurreição. De todas as vilas alpinas acorreram voluntários para lutar por Deus, pelo Imperador e pelo Tirol. Os tiroleses infligiram duas tremendas derrotas às tropas franco-bávaras, inclusive uma delas contra o famoso marechal de Napoleão, Lefèbvre. Andreas Hofer se fez notar como líder nato. Seu prestígio era imenso. Compreendendo suas limitações, nas batalhas deixou o comando tático para companheiros que julgava mais competentes. Seu papel era o de, com sua presença, dar segurança e confiança aos combatentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Andreas Hofer é escolhido como regente do Tirol&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois dessas grandes vitórias, ele assina por vez primeira: “Andreas Hofer, comandante nomeado pela Casa d’Áustria”. Ele pede preces públicas de ação de graças. E, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;fiel ao voto que havia feito antes da batalha, promulgou um edito estipulando que a festa do Sagrado Coração de Jesus deveria ser erigida perpetuamente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, em uma solenidade inscrita em vermelho no calendário tirolês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo as autoridades bávaras fugido, e não havendo outras nomeadas pelo Imperador da Áustria, os tiroleses escolheram Andreas Hofer como regente do Tirol. Durante dois meses ele governou o Tirol de uma maneira singular. Formou seu conselho escolhendo os membros entre seus amigos. Todos levantavam-se às cinco horas da manhã e começavam o dia assistindo à Missa no palácio do governo. À noite, depois do jantar, recitavam de joelhos um Rosário completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, no dia 14 de outubro de 1809 a Áustria assinou outro tratado de paz com a França, que não alterou a situação do Tirol. Em outros termos, ele continuaria pertencendo à Baviera! Ao mesmo tempo, Napoleão confiou a Eugênio de Beauharnais a missão de submeter o Tirol. O general francês, auxiliado pelas tropas bávaras, infligiu derrotas sucessivas aos tiroleses. O filho adotivo de Napoleão conclamou os vencidos a entregar as armas e a reconhecer as autoridades bávaras como legítimas governantes do Tirol. Os tiroleses receberam ao mesmo tempo mensagem do Arquiduque João, comunicando o seguinte: “Eu devo fazer-vos saber que o desejo de Sua Majestade é que os tiroleses permaneçam tranqüilos, e não se sacrifiquem inutilmente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mancha temporária e piedosa morte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 de fevereiro de 1810: fuzilamento de Andreas Hofer em Mântua&lt;br /&gt;A constatação desse abandono por parte do Imperador austríaco provocou em Andreas Hofer profunda depressão. E ele que era tão religioso, estranhamente, em vez de buscar conforto na Religião, procurou-o infelizmente na bebida, tornando-se um líder indeciso, à mercê de todas influências. Isso o levou a uma imprudente batalha contra os bávaros, na qual os tiroleses foram arrasados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreas Hofer escondeu-se então nas montanhas. Uma soma de 1.500 florins foi oferecida a quem denunciasse seu esconderijo. Na longa solidão, Hofer se recompôs, rezou, meditou e ofereceu seus sofrimentos pela salvação de sua alma e pelas dos que morreram pelo Tirol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sucede com freqüência na história humana, apareceu um Judas, pronto para entregá-lo. Franz Raffl visitara Hofer em seu esconderijo. Tinha participado também da insurreição. Mas a recompensa oferecida pela delação tentou-o e ele traiu. No dia 27 de janeiro, Andreas foi preso juntamente com a esposa e filho, que o haviam ido visitar, e um amigo, Sweth, que com ele se encontrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condenado à morte, confessou-se e recebeu a sagrada Comunhão na manhã de sua execução. E escreveu uma carta a seu amigo Vinzenz von Pühler, repleta de piedosos sentimentos e da crença no Purgatório e na vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Andreas Hofer permanece na memória popular&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proclamação de Andreas Hofer aos “cidadãos tiroleses italianos”, em 4 de setembro de 1809&lt;br /&gt;Em janeiro de 1823, cinco soldados de um regimento de caçadores que estava em Mântua levaram de volta para o Tirol os restos mortais de Andreas Hofer. O Imperador Francisco I determinou que fosse sepultado em Innsbruck, na igreja da corte. Ordenou também que um monumento lhe fosse dedicado, encimado com uma estátua do valoroso chefe contra-revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco I, enfim, fez algo pelo vassalo tão fiel desaparecido. Concedeu uma pensão à esposa e filhas de Andreas Hofer, e renovou o certificado de nobilitação de seu filho, assegurando sua educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tiroleses não se esqueceram do grande líder. Em cada lar havia uma estampa sua. E a tradição oral manteve viva sua memória. Sua figura encontra-se por toda parte: em soldadinhos de chumbo, em xícaras de café ou cinzeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estátua gigante do chefe tirolês foi inaugurada em Bergisel pelo Imperador austríaco Francisco José. Em Sandhof foi erigida uma capela ornada com afrescos interiores que narram sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1919, pelo tratado de Saint Germain, as regiões do Trentino e do Alto-Adige passaram a pertencer à Itália. Entre outras medidas tomadas por Mussolini em 1923, figurava a proibição de se ter retratos de Andreas Hofer nessa antiga província do Tirol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hofer, devido à sua posição contra-revolucionária, tornou-se um símbolo do patriotismo austríaco contra os inimigos do norte e a anexação da Áustria à Alemanha, em 1938.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Em 1945 o governo de Innsbruck renovou o voto ao Sagrado Coração de Jesus, feito por Hofer, e a constituição provincial adotada em 1960 começa com a “fidelidade a Deus” em primeiro lugar, como Andreas Hofer teria feito.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7651336003723371907-7329007762060830454?l=devotoscoracaodejesus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/feeds/7329007762060830454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7651336003723371907&amp;postID=7329007762060830454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/7329007762060830454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7651336003723371907/posts/default/7329007762060830454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devotoscoracaodejesus.blogspot.com/2007/06/andras-hofer.html' title='Andréas Hofer'/><author><name>www.asc.org.br</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ZGT9s3gPhTg/RmrLp3_GYzI/AAAAAAAAAC0/kwbVKvA2bSE/s72-c/AndreasHofer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
